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Fora Alexandre de Moraes!

Recentemente, o bilionário Elon Musk, de quem eu ainda tenho sérias reservas, publicou no seu "X" que o Brasil precisaria escolher entre Alexandre de Moraes e a democracia. O Brasil da ditatoga está chamando a atenção do mundo e da pior maneira possível. Embora eu não nutra nenhuma simpatia pelas ditas democracias liberais, é verdade que esses badalados regimes defendem, ao menos em tese, uma ampla e equivocada liberdade de expressão (embora o tempo do  covidismo  tenha jogado isso por terra).  Sabe-se que o liberalismo, que dá vazão a todo tipo de egoísmo, é o germe do caos e, portanto, indefensável sob qualquer ângulo, e ele sempre acaba descambando ou na anarquia ou na tirania, que viria no final do ciclo tentar botar um pouco de ordem nas coisas. A liberdade de que precisamos não é a irrestrita, sem freios, do liberalismo, mas a liberdade segundo o conceito católico, balizada pelo bem e pela verdade, que procedem de Deus e antecedem ao homem. Fato é que sob o atu...

A crise venezuelana evidencia o naufrágio das democracias liberais

Quem tem perto dos seus cinquenta anos, ou mais, pôde provavelmente experimentar através dos meios comunicação de massa e do ambiente político pós regime militar, um longo e  profundo processo de condicionamento que levou o assim chamado sufrágio universal a um patamar elevadíssimo em nossa sociedade, uma verdadeira panaceia que seria capaz de sanar todos os nossos problemas. Isso começou a ficar evidente desde o famoso movimento das “Diretas Já” que uniu políticos de todos os espectros no Brasil. A verdade é que o atual regime que diz ser baseado na soberania popular é apenas um entre tantos e tem se mostrado, cada dia mais, estar muito aquém daquilo que as sociedades esperam dos seus agentes políticos que é a promoção do bem comum. O fracasso fica evidente quando percebemos que o crime é premiado, inocentes são condenados e recentemente o Estado através das suas instituições, ditas democráticas, tem se tornado cúmplice, quando não incentivador, de assassinatos intrauterinos de be...

O risco do Trumpismo

        “Eis o que diz o Senhor: “Maldito o       homem que confia em outro homem, que     da carne faz o seu apoio e cujo coração   vive distante do Senhor!” (Jeremias 17, 5.) Passado o calor do atentado ao ex-presidente Trump, que, graças a Deus, sobreviveu, é preciso fazer uma análise fria sobre o candidato Republicano para que todo o risco de idolatria seja debelado do meio cristão. Trump é um líder carismático e pragmático. A primeira coisa que precisa se dizer é que o Trump de 2024 não é o mesmo de 2016, pelo menos no que tange à transparência dos seus posicionamentos em relação ao aborto e a proteção da vida nascente. Na verdade o Trump de 2016 havia emergido como o presidente mais pró-vida desde Reagan, agora o Trump 2024 defende FIV (Fertilização In Vitro) com unhas e dentes, critica lei de batimentos cardíacos, toma postura federalista em relação ao aborto. Se Trump mudou ou apenas se revelou, é algo que parece e...

A discussão do PL 1904/2024 e a mornidão dos católicos brasileiros

  "Pode haver uma legítima diversidade de opinião entre os católicos sobre a guerra e a aplicação da pena de morte, mas não sobre o aborto e a eutanásia.” (Cardeal Ratzinger aos bispos americanos em carta de 2004) Não é nenhuma novidade que a Teologia da Libertação causou um gravíssimo dano na Igreja Católica no Brasil, infiltrando-se nos seminários e comprometendo seriamente a formação dos nossos sacerdotes. Também não é novidade que o brasileiro é conhecido por ser passional nos seus posicionamentos, conciliando coisas improváveis e, ás vezes, até impossíveis. No caso específico da simpatia pelas pautas socialistas e por partidos esquerdistas como PT e PSOL, não é esta apenas uma questão cultural, mas deve-se sobretudo a uma péssima base religiosa, que pode ter suas raízes, na já citada comprometida formação do clero. Por ocasião das eleições de 2022, não era incomum ver posicionamento de católicos, até mesmo de alguns membros da hierarquia, justificando o voto no PT, e algu...

Apocalipse aparente? Deus não pode ser enganado e sua Providência tudo conduz.

A rebeldia oficial das nações chegou a um nível inimaginável. A lei de Deus é calcada, e a barbárie se tornou a regra em muitas nações, outrora católicas. No Brasil, por exemplo, o feticídio está atualmente liberado, graças a suspensão por um ministro do STF da resolução do CFM, que havia corretamente proibido este procedimento cruel (assistolia fetal)  e que consiste na injeção de cloreto de potássio no coraçãozinho do bebê, o que lhe causa primeiro grandissíssimo sofrimento antes da sua morte, e sem que isso impeça a cirurgia para retirar o bebê morto do útero da mãe devido o avançado da gravidez. Tal procedimento não é apenas criminoso e abjeto, é diabólico. Se juntarmos essa recente liberação, com o show blasfemo e cheio de imoralidades, que parecia mesmo um ritual satânico, da cantora decadente em Copacabana, podemos constatar o nível de decadência moral e institucional a que chegou a nossa pobre nação. Obviamente, que a crueldade de Alexandre de Moraes não é um ato isolado, m...

Esboça-se um caminho de cruz para os habitantes da Terra de Santa Cruz

Há uma passagem nas profecias de Fátima, que raramente recebe a merecida atenção em um dos seus pontos. Numa carta de 1982,   em que a irmã Lúcia escreveu ao Papa São João Paulo II, lemos o seguinte: « A terceira parte do segredo refere-se às palavras de Nossa Senhora: “Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas” (13-VII-1917). Quero me deter aqui de maneira especial sobre os bons . Quem seriam estes bons? Na verdade, “só Deus é bom”, e nós somos bons na medida que nos deixamos transformar pela ação da graça divina em nossos duros corações. No entanto, embora só Deus consiga enxergar o que há dentro do homem, Nosso Senhor nos alertou que poderíamos conhecer as árvores pelos seus frutos. Quem seriam então estes bons, mencionados, por irmã Lúcia? Ora, a chave de leitura em primeiríssimo lugar deve se dirigir àqueles que procu...

Não há tirania sem apoio (ao menos inicial).

Pelo que se sabe, pela lógica e pela experiência, uma tirania não se estabelece em uma nação sem cúmplices . Um tirano, por pior que seja, não conseguiria se estabelecer e se manter no poder sem contar com o apoio de alguns setores e pessoas importantes da sociedade. Quando o nazismo, por exemplo, se estabeleceu na Alemanha no início dos anos 30, o fez sem resistência de parte da elite alemã, na verdade houve até apoio de alguns empresários e pessoas influentes ( https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/como-elite-alema-impulsionou-o-holocausto.phtml ). Às vezes, pode ser fácil numa certa distância no tempo e espaço, condenar muitos alemães dos anos 30 e 40 que se mostraram omissos diante da perseguição oficial aos judeus, mas como será que muitos de nós reagiríamos diante da maldade disfarçada por um elaborado sistema de desinformação e propaganda? Recentemente, tivemos uma amostra de como esse processo de propaganda em massa funciona. Durante o covidismo, quantos de...