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Cortinas de fumaça e a estratégia dos Flas-flus contínuos do Marxismo Cultural no Brasil

 



Cortinas de fumaça e a estratégia dos Flas-flus contínuos do Marxismo Cultural no Brasil

Sem dúvida, um dos aspectos mais preocupantes, e também mais irritantes, do tempo em que vivemos, é a tentativa de nos fazer enxergar tudo o que está a nossa volta pela lente caolha da dicotomia marxista. Infelizmente, o marxismo cultural impregnou tanto a sociedade (sutilmente, é verdade) com a sua visão de mundo pobre e amputada, onde o desprezo por Deus e sua ação providencial são a tônica mais preocupante, mas também introduziu um nocivo desprezo prático pela busca bela verdade, reduzindo todos os aspectos da vida humana a uma encarniçada luta pelo poder, inspirada numa visão relativista, onde a verdade foi substituída pela narrativa.
Num contexto onde a verdade, a razão e compreensão humanas da realidade são ignoradas, perde-se a noção de hierarquia e proporcionalidade das coisas e o diversionismo, popularmente conhecido como cortina de fumaça, se torna como que um padrão numa sociedade e estados decrépitos que emergem de um ambiente tão decadente. Medir os outros por si mesmo, é natural, quem rouba, tende a achar que todos roubam, e só não o fazem, talvez, por falta de oportunidade. O mesmo raciocínio raso se aplica à mentira, à traição e demais vícios. Para quem não acredita em Deus, ou vive como se não fosse prestar contas a Deus, convencer a opinião pública se torna o principal, senão o único, objetivo de vida, e viver de imagens e de manchetes na imprensa (ainda que requentadas) torna-se um imperativo.
Já repararam que quando algum escândalo se aproxima de alguém muito importante da República, quase que instantaneamente, uma metralhadora giratória começa a girar na velha mídia sufocando as notícias anteriores com novas ou requentadas denúncias de adversários políticos ou ideológicos? Além disso, percebe-se em nosso tempo, especificamente, que algumas ações da Polícia Federal estão com um timing incrível, parecendo mesmo sob medida para abafar escândalos de figurões da República. Isso tem acontecido tantas vezes, que parece quase impossível não identificar um padrão. 
Bom que se diga, um ouvinte, leitor ou telespectador distraído diante de uma avalanche de notícias e denúncias pode mesmo ter a impressão que “tudo é a mesma coisa”, “todo mundo faz”, “político é tudo igual”, “Brasília é assim mesmo” e tal. O risco de nivelar malfeitos de gravidades diferentes é real. A falsa equivalência vai se disseminando e esterilizando e adormecendo qualquer capacidade de reação efetiva por parte do povo. É preciso notar que essa estratégia do desânimo, aliada ao medo do regime Alexandrino implantado em março de 2019 teve muito sucesso em nosso país.
Recentemente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deu uma declaração que considero uma das mais relevantes para a produção deste artigo. Quando devidamente cobrado por sua omissão em não dar seguimento aos mais de cinquenta pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes escondidos na sua gaveta, alguns provavelmente, desde o seu primeiro mandato como senador que se encerrou em 2023, ele se saiu com a seguinte pérola no início desse mês: "Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme, e agora o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes". Bizarro, para não dizer surreal. Difícil imaginar uma ação de blindagem e diversionista mais descarada. O senador que tem entre os seus principais papéis, analisar pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte, simplesmente justifica e nivela a sua gravíssima omissão, a respeito de denúncias seríssimas de um contrato milionário (real) entre uma esposa de um ministro do STF e um banqueiro acusado de corrupção e que teria sido favorecido por essa proximidade, com um financiamento privado de um filme sem que até agora não se tem nada de concreto para se afirmar. O fato de citar em sua fala, o valor de 130 milhões de reais, parece querer mesmo nivelar coisas completamente distintas e ratifica tudo aquilo que tentei sublinhar nesse artigo.
O castelo de cartas de Alexandre de Moraes começa finalmente a ruir, e os brasileiros veem com esperança esse movimento, desejando que as responsabilizações cheguem também a todo entorno que sustentou o Ministro que aprisionou no medo, censura e opressão o país nos últimos sete anos. Que os bons ventos de liberdade e verdade voltem a soprar em nossa nação, sepultando de vez os subterfúgios diversionistas que tanto mal nos fizeram nos últimos anos.
Luciano Perim Almeida

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