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Apascente-nos, Francisco!

 “Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me? e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.”                         (São João 21,17.)

A tríplice pergunta do Senhor a São Pedro e as tréplicas de Nosso Senhor pedindo para que o apóstolo apascentasse as suas ovelhas, nos revelam a misericórdia e o zelo de Deus para com sua Igreja, dando-lhe um pastor capaz de confirmar seus fiéis na Fé mediante a assistência indefectível e perene do Espírito Santo. Pedro, ou seja, o Papa que tem o seu carisma é o “princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão” (Lumen Gentium), um verdadeiro dom de maneira a nos preservar dos erros e confusões doutrinais nos confirmando na mesma Fé verdadeira dos Apóstolos.

Infelizmente, e diga-se também incrivelmente, esse caráter pastoral do Sumo Pontífice que tem a sublime missão de nos confirmar na Fé, e de nos defender dos erros do nosso tempo tem sido muitas vezes eclipsado no pontificado de Francisco.

Quando abordado respeitosamente e dentro das normas da Igreja pelos cardeais da Dubia, Francisco os ignorou solenemente. Na verdade, os quatro cardeais (dois falecidos) não falavam apenas por si, mas pelo corpo da Igreja, pelos fiéis, que padecem e sofrem diante das estranhíssimas novidades de Amoris Laetitia que colocaram em xeque a interpretação tradicional da Igreja a respeito das restrições aos sacramentos da Penitência e Eucaristia àqueles que violam objetivamente à indissolubilidade do Sacramento do Matrimônio . As notas de rodapé do referido documento dão margens a interpretações heterodoxas que liberariam os Sacramentos (Confissão e Eucaristia) para adúlteros públicos com vida sexual ativa em algumas situações específicas, o que é algo inédito e em ruptura com aquilo que a Igreja sempre ensinou para quem está em situação de pecado. Essa nova interpretação foi endossada pelo próprio Papa em reposta à carta dos bispos argentinos da província de Buenos Aires.

O fato é que todas essas coisas "diferentes" que tem ocorrido ao longo desse pontificado acabaram por tornar mais pesada a cruz para os católicos que desejam seguir fielmente Cristo e a Igreja.

Amamos Francisco e lhe queremos bem. É o nosso Papa, nosso pastor, o Vigário de Cristo. Rezemos sempre por ele, mas por amor a Jesus e a Igreja não nos omitamos nessa grave hora e nem finjamos que tudo vai bem, quando na verdade não vai.

Convido a todos os católicos que conheço para que redobrem suas orações e penitências pelo Santo Padre, mas não apenas pelas suas intenções, como sempre fizemos pelos Papas até hoje, mas também para que ele seja confirmado e fortalecido na Fé, e assim também possa nos apascentar como pediu Nosso Senhor.


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