Pular para o conteúdo principal

STF não legisla

Estamos reféns dos caprichos dos ministros do STF. Nossa Constituição falhou gravemente em limitar a sanha autoritária do STF e nossas Forças Armadas, que desde o primeiro governo Lula assistem de camarote a gravíssima situação de invasão dos outros poderes por parte do STF, pouco ou nada fizeram para limitar esses abusos. Se as Forças Armadas estivessem mais atentas aos seus deveres para com a pátria e para com o povo brasileiro (sobretudo se considerarmos a agenda globalista completamente contrária aos interesses nacionais) sendo ela a instituição que, em tese, teria a força para inibir rompantes autoritários, golpes violentos, ou “brancos”, poderiam já há muito tempo  ter tomado algumas ações para brecar aquilo que talvez alguns considerem apenas como um rompimento institucional “light” e pontual, mas que na verdade se tornou uma consolidação da ditadura da toga. Se em governos de esquerda, podíamos esperar apenas algumas notinhas e pronunciamentos mais firmes dos generais, o mesmo não podemos dizer  quando no governo Bolsonaro, com todas as manifestações e movimentos na frente dos quartéis,  nada de mais efetivo tenha sido feito. Os militares diante do atual cenário de exceção, deveriam ter se colocado à disposição do Comandante em Chefe das Forças Armadas e sinalizado que não refugariam caso fossem demandados pelo Presidente para colocar a casa em ordem. Fato é que a inação dos generais, sobretudo nos últimos tempos, contribuiu para que o monstro do autoritarismo crescesse em nossa pátria. 

São muitas as intromissões do STF nos outros poderes. Alegam que o Legislativo é lento, mas quase todas as vezes que o STF legislou através do ativismo judicial não foi por lentidão do Congresso, mas por resistência deste às pautas progressistas que não são demandas reais ou prioritárias do povo brasileiro, que é quem elege seus representantes. As pautas de costumes do STF se conformam perfeitamente com as de certa oligarquia globalista que quer, a qualquer custo, impor a sua agenda anticristã e anti-humana a todo o mundo. Casamento do mesmo sexo, uso de células tronco embrionárias, aborto de anencéfalos e agora  a liberação do aborto até o terceiro mês de gestação, tudo isso revela um indecoroso avanço do STF sobre aquilo que não lhe compete, primeiro porque estamos tratando de assuntos relacionados à Lei Natural, cujo Legislador é o próprio Deus, e segundo porque o STF não possui qualquer competência para legislar, nem mesmo quando se trata de legislação positiva, sendo essa a função do Congresso Nacional.

O STF tem a função de ser o guardião da Constituição, mas há muito tempo tem extrapolado sua real competência, tornando-se um verdadeira assembléia constituinte perene, onde não poucas vezes, o voluntarismo dos seus membros vem se impondo ao ordenamento jurídico do país. Seus exageros e intromissões tem pertubardo enormemente a nossa pátria e o seu povo trazendo insegurança e uma indignação crescente, fato.

A verdade é que precisamos urgentemente de um sistema de contrapesos eficaz e atualizado que limite essa sanha autoritária dos ministros do STF. Iniciatica louvável e imitável foi a apresentação na Câmara de um projeto de lei, o PL 4754/2016 que pretende alterar a lei 1.079/50 que trata das regras para o afastamento do presidente da República e ministros do STF. A proposta do deputado Sóstenes Cavalcante visa alargar as atuais situações em que um ministro STF pode sofrer impeachment incluindo a usurpação das atribuições de outro poder. Essa alteração seria muito bem vinda e sem dúvida ajudaria a limitar o ativismo judicial, colocando mais obstáculos para o STF legislar.(http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITO-E-JUSTICA/505605-PROJETO-TORNA-CRIME-DE-RESPONSABILIDADE-DOS-MINISTROS-DO-STF-A-USURPACAO-DE-COMPETENCIA-DO-LEGISLATIVO.html). Essa e muitas outras iniciativas no sentido de  limitar a ação dos ministros do STF, desfazendo o atual desequilíbrio e excessos que abundam em nosso país, sempre serão muito bem vindas.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

"Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram" (São Mateus, 2, 11b.)

Este pequeno mas importante versículo narra a primeira atitude que os Magos tiveram diante do menino Jesus, ao encontrá-lo em Belém, após uma exaustiva e duradoura viagem. Iluminados pelo Espírito Santo, viram mais que um simples menino, mas o Deus encarnado, o Deus menino. Uma vez que reconheceram Deus, o que fizeram? Se prostraram diante Dele. Deus merece a nossa adoração, e só Deus merece a nossa adoração, e como não somos apenas espírito, mas também temos um corpo, devemos adorar a Deus com todo o nosso ser, com nossa alma, e também com o nosso corpo.  O ajoelhar-se sempre foi na Igreja um gesto de adoração a Deus. Tanto é assim que na consagração, momento mais solene e importante da Santa Missa os fiéis se põem de joelhos diante do Deus que vem até nós nas espécies do pão e do vinho. Na antiga liturgia, o ajoelhar-se era ainda mais frequente, ocorrendo inclusive no início e no final da Santa Missa. No entanto, nos últimos tempos, o ajoelhar-se diante de Deus, tem incomodado al...

Um grito iníquo ecoou na Catedral da Sé.

Vivemos tempos diferentes. Tempos que nos fazem enxergar a realidade com uma crueza que jamais poderíamos sequer imaginar. As narrativas dominantes do passado se confrontam com fatos atuais e se espatifam diante da realidade que se impõe.   Depois que a esquerda dominou as universidades, a grande mídia, e alcançou postos importantes no Judiciário e Ministério Público, além, é claro, de ter chegado ao mais alto cargo do Executivo do país, ficou muito mais fácil limpar a barra do pessoal que queria nos anos 60 implantar a ditadura do proletariado, mas que hoje diz ter lutado pela democracia. Paradoxalmente, entre os anistiados do passado, há também aqueles que hipocritamente gritam a plenos pulmões o infame mantra “sem anistia” para aposentados, velhos, cabelereiras e donas de casas que cometeram o terrível “crime” de estar na hora e local errados no fatídico “08 de janeiro”.   Se isso já é o suficiente para enojar qualquer cidadão de bem, infelizmente, a coisa pode piorar,...

Parem de gastar vela com o defunto ruim da Dosimetria.

Ao  mesmo  tempo   que a Venezuela, por pressão americana, começa a dar passos em direção à anistia dos  seus  presos políticos, o nosso ano parlamentar  está se  inicia ndo  com o cadáver insepulto da Dosimetria  ainda  na sala , melhor dizendo, no Plenário.   Esse defunto, morto  pelo veto de Lula,  mas ainda não  enterrado ,   encontra  simpatizantes  até  mesmo  entre os nomes mais expressivos da nova direita, como   Níkolas  Ferreira,  por  exemplo, que  em meio  à  sua caminhada até Brasília, elencou a derrubada do veto de Lula como uma de suas prioridades  nesse ano.   Para mim  sempre foi  difícil entender como que parlamentares conservadores não consegu iram  enxergar o óbvio , nesse caso .  Ainda que possam ser movidos por verdadeira compaixão pela promessa de rapidez com que a dosimetria resolveria os problemas  i...