A recepção abjeta com honras de chefe de estado ao ditador venezuelano que oprime o seu povo e o mantém por anos a fio num sistema socialista de empobrecimento e fome, foi um dos pontos mais baixos da nossa jovem nação e da sua diplomacia. Tal vexame, nacional e internacional, ficará para sempre em nossa história como uma mancha, ainda que presidentes futuros venham a deplorar tal ato.
Vivemos tempos diferentes. Tempos que nos fazem enxergar a realidade com uma crueza que jamais poderíamos sequer imaginar. As narrativas dominantes do passado se confrontam com fatos atuais e se espatifam diante da realidade que se impõe. Depois que a esquerda dominou as universidades, a grande mídia, e alcançou postos importantes no Judiciário e Ministério Público, além, é claro, de ter chegado ao mais alto cargo do Executivo do país, ficou muito mais fácil limpar a barra do pessoal que queria nos anos 60 implantar a ditadura do proletariado, mas que hoje diz ter lutado pela democracia. Paradoxalmente, entre os anistiados do passado, há também aqueles que hipocritamente gritam a plenos pulmões o infame mantra “sem anistia” para aposentados, velhos, cabelereiras e donas de casas que cometeram o terrível “crime” de estar na hora e local errados no fatídico “08 de janeiro”. Se isso já é o suficiente para enojar qualquer cidadão de bem, infelizmente, a coisa pode piorar,...
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