Pular para o conteúdo principal

Carta aberta a Jair Bolsonaro – Voto em cédula de papel no segundo turno

Guaçuí, 09 de outubro de 2018

Prezado Candidato Jair Messias Bolsonaro,

O povo brasileiro amadureceu muito nos últimos 20 anos. Nossa consciência crítica e a nossa participação política aumentaram enormemente, isso em parte por conta do fenômeno da internet e das redes sociais. A informação ficou muito mais acessível e por isso ficou mais difícil ser enganado pelos maus políticos e mídia vendida.

Consequência desse processo de amadurecimento e tomada de consciência foi a mudança de atitude da nossa população em relação as nossas urnas eletrônicas e ao processo de apuração secreto do TSE. O que antes era motivo de ufanismo, devido ao pesado investimento em publicidade e desinformação, revelou-se agora um estorvo para todos nós.

Ninguém suporta mais essas urnas eletrônicas não auditáveis, essas caixas pretas que nos impuseram goela a baixo. Até o mais simples cidadão nutre saudável desconfiança dessa estrovenga. Querem nos obrigar a acreditar na lisura de um processo que não possui qualquer transparência e nenhuma possibilidade de recontagem física.

Seu projeto de voto impresso era muito bom e atendia bem a essa demanda de maior confiabilidade e transparência, mas o “sistema” sabe jogar pesado, e graças às manobras do TSE, PGR e do próprio STF, o interesse do povo foi jogado mais uma vez na lata de lixo. Cuspiram sem dó em nossa cara, mais uma vez.

Capitão, preste atenção, o senhor sozinho é uma ameaça a esse “sistema” corrupto que nos governa. Por isso o tentaram matar, mas Deus não permitiu, Ele poupou milagrosamente a sua vida. O senhor já está fazendo hora extra na terra, e por isso deve se revestir de maior coragem do que antes.

Tenho certeza que se a votação em primeiro turno fosse em cédula de papel, o senhor teria sido facilmente eleito. Todos os vídeos de fraude espalhados Brasil a fora tem um único prejudicado: o senhor! O TSE fez de conta que nada aconteceu, mas eu te garanto que só petistas, esquerdeopatas e a mídia amiga acreditam nele. O povo está indignado e todo mundo só comenta que o senhor foi garfado.

Não é hora de fraquejar Capitão. Faça um pronunciamento público, não de improviso, mas um texto bem elaborado solicitando às Forças Armadas que assumam o processo eleitoral, adotando votação em cédulas e urnas de lona no segundo turno de maneira a garantir a lisura do pleito. Convoque também o povo para manifestações a favor do voto de papel. Iremos aos milhões!

Perda de tempo pedir qualquer coisa ao TSE, eles não darão qualquer atenção ao seu pedido.

Com as urnas eletrônicas, sua vitória será quase impossível. Um cenário possível é o seguinte: imagine pesquisas compradas até a véspera da eleição dizendo que a diferença entre os candidatos é pequena (mesmo que o senhor esteja 20 ou 30% na frente) e no final Haddad o vencendo com 0,5% ou um pouco mais. Nada poderemos fazer, porque não dá pra auditar. Lembre-se que uma fraude no segundo turno é muito mais fácil de se realizar devido a diminuição das variáveis.

Não se omita para que não se repita o sentimento ruim que tivemos em 2014, na vitória esquisita da Dilma sobre o Aécio. A reação da população diante de uma nova possível fraude será imprevisível.

As Forças Armadas devem intervir pela sua demanda, já que o senhor é parte interessada no pleito. Mais que isso, deverão intervir para garantir preventivamente a paz social.

Quanto antes o senhor formular esse pedido público melhor.

Aguardamos seu comando, Capitão.

Luciano Perim Almeida

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram" (São Mateus, 2, 11b.)

Este pequeno mas importante versículo narra a primeira atitude que os Magos tiveram diante do menino Jesus, ao encontrá-lo em Belém, após uma exaustiva e duradoura viagem. Iluminados pelo Espírito Santo, viram mais que um simples menino, mas o Deus encarnado, o Deus menino. Uma vez que reconheceram Deus, o que fizeram? Se prostraram diante Dele. Deus merece a nossa adoração, e só Deus merece a nossa adoração, e como não somos apenas espírito, mas também temos um corpo, devemos adorar a Deus com todo o nosso ser, com nossa alma, e também com o nosso corpo.  O ajoelhar-se sempre foi na Igreja um gesto de adoração a Deus. Tanto é assim que na consagração, momento mais solene e importante da Santa Missa os fiéis se põem de joelhos diante do Deus que vem até nós nas espécies do pão e do vinho. Na antiga liturgia, o ajoelhar-se era ainda mais frequente, ocorrendo inclusive no início e no final da Santa Missa. No entanto, nos últimos tempos, o ajoelhar-se diante de Deus, tem incomodado al...

Um grito iníquo ecoou na Catedral da Sé.

Vivemos tempos diferentes. Tempos que nos fazem enxergar a realidade com uma crueza que jamais poderíamos sequer imaginar. As narrativas dominantes do passado se confrontam com fatos atuais e se espatifam diante da realidade que se impõe.   Depois que a esquerda dominou as universidades, a grande mídia, e alcançou postos importantes no Judiciário e Ministério Público, além, é claro, de ter chegado ao mais alto cargo do Executivo do país, ficou muito mais fácil limpar a barra do pessoal que queria nos anos 60 implantar a ditadura do proletariado, mas que hoje diz ter lutado pela democracia. Paradoxalmente, entre os anistiados do passado, há também aqueles que hipocritamente gritam a plenos pulmões o infame mantra “sem anistia” para aposentados, velhos, cabelereiras e donas de casas que cometeram o terrível “crime” de estar na hora e local errados no fatídico “08 de janeiro”.   Se isso já é o suficiente para enojar qualquer cidadão de bem, infelizmente, a coisa pode piorar,...

O establishment contra-ataca

“EUA e Brasil estão irmanados na fé em Deus, contra a ideologia de gênero, o politicamente correto e as fakes news. Queremos uma América grande e um Brasil grande também”.   (Presidente Jair Bolsonaro, Washington DC, 19/03/2019) Em janeiro deste ano no artigo  http://blogdoperim.blogspot.com/2019/01/a-batalha-esta-so-comecando.html  escrevi que a eleição do presidente Jair Bolsonaro foi um importante ponto de inflexão na trajetória político-cultural do Brasil, mas que isto era apenas o início. O processo de restauração da nação brasileira será longo e difícil. A vitória de Bolsonaro jogou o  establishment  nas cordas, mas este rapidamente se reorganizou para minimizar suas perdas. Na verdade, o poder formal de um presidente da república no Brasil, ainda que seja considerável, é pequeno em face do aparato descomunal de um sistema viciado por décadas de velha política, estruturado na falta de transparência, corrupção e autopreservação. É como se Bols...