Pular para o conteúdo principal

Ditatoga, o triste epílogo de uma democracia fracassada

Já há muito tempo vivemos num regime degenerado neste país. Qualquer cidadão de bem sofre e lamenta pela ditatura de toga que se instalou no Brasil por conta dos ministros do STF. O mesmo STF que solta criminosos condenados como Lula, Dirceu e André do Rap, manda prender cidadãos de maneira arbitrária como o jornalista Oswaldo Eustáquio (que se acidentou enquanto estava preso), e a ativista Sara Winter. Tudo isso sem falar nos abusos de invasões de domicílios e empresas, que acabaram por privar os produtores de conteúdo conservador do seu ganha pão.

O fato é que o STF manda e desmanda quando quer neste país. Impede o Presidente da República de nomear o chefe da PF, que é prerrogativa presidencial prevista na legislação, legisla quando dá na telha, atropelando o Congresso, e agora viola a Constituição mandando prender um deputado federal sem flagrante e que ainda possui imunidade parlamentar para expressar opiniões. Não venho aqui de modo algum apoiar a fala (chula) do deputado em si. Realmente sua postura foi inadequada e indefensável sob qualquer aspecto, mas daí a prendê-lo por alguns palavrões e bravatas foi desproporcional e saltou aos olhos. Parece que estamos diante de mais um daqueles exemplos da atual guerra assimétrica, onde um dos lados pode tudo, chegando até mesmo a desejar publicamente a morte de um Presidente da República que nada lhe acontece e o outro não pode sequer por a cabeça para fora da toca sob risco de uma prisão arbitrária. O problema não seria tanto o que se fala, mas principalmente quem fala e de que lado do espectro político e ideológico ele se situa.

Podemos e devemos questionar os limites da tal imunidade parlamentar e até propor salutares alterações, mas não se pode simplesmente ignorá-la, como Alexandre de Moraes o fez ao mandar prender o Deputado Federal Daniel Silveira. Afinal não estamos (ainda) na Coreia do Norte, não é mesmo?

Mas nem só de prisões arbitrárias e de liberações de corruptos condenados vive o nosso STF, a coisa pode sempre piorar, e muito. Em 03/11/2020, por exemplo, a segunda turma do STF cassou decisão de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que havia determinado a suspensão da exibição do “especial de Natal” do grupo Porta dos Fundos que ofendeu a Jesus Cristo e milhões de cristãos em todo o Brasil. Ao mesmo tempo que a nossa Suprema Corte não viu crime na blasfêmia cometida contra Deus em solo brasileiro pelo documentário exibido pela Netflix, se sentiu no direito de perseguir, e prender qualquer pessoa que se exacerbasse nas críticas à própria corte. Inacreditável e absurdo!

O inferno da condenação é uma realidade e não pode ser desprezado. Se por um lado só Deus sabe as condições subjetivas de um pecado cometido, como a liberdade e o conhecimento de cada indivíduo em relação ao mal que foi praticado, por outro lado a matéria grave e objetiva dos pecados cometidos reiteradamente pelos ministros do STF está toda ali, exposta para quem quiser ver. As conivências com a blasfêmia, os atentados contra a lei natural inscrita no coração humano pelo próprio Deus, sobretudo nos casos em que aprovaram o aborto e o “casamento gay”, além dos sucessivos casos de abusos de poder contra pessoas de bem, e da leniência com criminosos condenados, ou seja, a promoção aberta da injustiça em estado puro, poderiam estar a pavimentar o perigoso e triste caminho da condenação eterna para os ministros envolvidos, caso estes não se arrependam dos seus graves pecados.

Rezemos para que a Justiça Divina prevaleça nesta Terra de Santa Cruz, e para que as coisas sejam postas no seu devido lugar. Que Deus intervenha, é o que imploramos! Queremos o céu em primeiro lugar, mas também é preciso rezar, desejar e trabalhar com auxílio da graça de Deus, por tempos melhores também aqui. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O establishment contra-ataca

“EUA e Brasil estão irmanados na fé em Deus, contra a ideologia de gênero, o politicamente correto e as fakes news. Queremos uma América grande e um Brasil grande também”.   (Presidente Jair Bolsonaro, Washington DC, 19/03/2019) Em janeiro deste ano no artigo http://blogdoperim.blogspot.com/2019/01/a-batalha-esta-so-comecando.html escrevi que a eleição do presidente Jair Bolsonaro foi um importante ponto de inflexão na trajetória político-cultural do Brasil, mas que isto era apenas o início. O processo de restauração da nação brasileira será longo e difícil. A vitória de Bolsonaro jogou o establishment nas cordas, mas este rapidamente se reorganizou para minimizar suas perdas. Na verdade, o poder formal de um presidente da república no Brasil, ainda que seja considerável, é pequeno em face do aparato descomunal de um sistema viciado por décadas de velha política, estruturado na falta de transparência, corrupção e autopreservação. É como se Bolsonaro fosse um vírus poderoso p...

Dino no STF? Até onde vai o limite da ingenuidade? Coragem senadores!

Todo cristão e homem de boa vontade é chamado a ser benigno, ou seja, tentar ver o próximo da melhor maneira possível, sem fazer juízos infundados, precipitados e injustos em relação ao mesmo, mas isso não quer dizer que não podemos julgar os atos conhecidos de uma pessoa, às vezes não só podemos, como devemos, e até mesmo publicamente, se a situação exigir. “Gritar contra o lobo é ser caritativo para com as ovelhas” ( São Francisco de Sales).  Flávio Dino é um conhecido comunista. Se é verdade que ele deixou o Partido Comunista do Brasil (PC do B) após 15 anos, não podemos dizer com clareza se o comunismo o deixou, pois até agora não vimos nenhuma declaração de Dino deplorando o seu passado comunista, mas muito pelo contrário, sua filiação ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) está longe de ser um rompimento com seu passado vermelho, e parece mais uma adaptação estratégica. ( https://www.cnnbrasil.com.br/politica/de-olho-em-2022-flavio-dino-e-marcelo-freixo-se-filiam-ao-psb/ )...

Democracia como engodo e o risco real de eleições se tornarem mero diversionismo.

                                                                                                         Recentemente, o ex-presidente Michel Temer mais uma vez saiu em defesa Alexandre de Moraes, seu indicado à Suprema Corte, atribuindo ao ministro um papel importante, que talvez tenha sido determinante para que tivéssemos as eleições em 2022. Concordando ou não com essa análise, fato é que Temer dá grande importância ao simples fato de não termos interrompido ou atrasado um ciclo eleitoral. Mas Ter eleições é realmente algo tão importante assim, que justificaria até mesmo censura prévia, perseguição política, abusos reiterados, parcialidades, além de acúmulo e concentração de...