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A Igreja é de Cristo.

Algo de profundo e muito sério está acontecendo na Igreja e até os que estão de fora já conseguem percebê-lo. A cisão é profunda, infelizmente, e fica cada vez mais difícil escondê-la ou disfarçá-la.

O chamado progressismo está há décadas a influenciar os seminários, com suas teses antropocêntricas e heresias modernistas. Infiltrou-se profundamente na Igreja, chegando a atrair até mesmo bispos e cardeais. Em contrapartida houve uma vigorosa reação de muitíssimos católicos (principalmente leigos) espalhados pelo mundo, que inspirados pelo Espírito Santo, têm conservado a Fé, e resistido a essas “novidades” todas que possuem um claro contraste com o ensinamento bimilenar da Igreja sobre mais variados temas. É o sensus fidei em ação!

Fato é que a verdadeira resistência aos graves desvios do nosso tempo deve ser exercida na união dos nossos sofrimentos com os de Cristo, na penitência e na oração.  Também podemos, e em alguns casos, devemos nos manifestar, mas sempre de maneira respeitosa, de acordo com a nossa capacidade e conhecimento.

No entanto, há quem não tolere nem mesmo essa resistência dentro dos padrões católicos e insista em classificar todos os que ousam levantar a voz nesses tempos difíceis e estranhos, como inimigos do Papa e causadores de divisão. Esses rótulos têm a função de intimidar e silenciar todos que os que não se adequaram a agenda demolidora baseada num conceito de ruptura com a Tradição da Igreja, como se ela tivesse sido refundada no Concílio Vaticano II.

É provável que esta seja a crise mais profunda da história da Igreja.  Olhemos por exemplo os bispos alemães (não todos). Eles agem de maneira aberta para dividir a Igreja com teses estapafúrdias, como ordenação de mulheres, bençãos a uniões homossexuais e agora o cardeal Marx, presidente da conferência episcopal alemã, chegou mesmo a defender que se Jesus Cristo viesse em nossos dias, falaria de maneira diferente ao povo do nosso tempo. Como assim? Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade! Tal declaração é escandalosa e nos faz pensar quão grave é a crise de Fé na Igreja atualmente, sobretudo entre aqueles que possuem o sagrado dever de nos ensinar.

Vejamos outros absurdos que estão acontecendo no coração do Cristianismo, que é Roma. Vi um vídeo do dia 07 de outubro, completamente escandaloso e deplorável, onde alguns bispos participavam de algo como que uma grande ciranda em torno do ídolo Pachamama, e isso exatamente no espaço sagrado da Basílica de São Pedro! Como podemos nos calar diante disso? Esse sínodo da Amazônia tem se saído muito pior que a encomenda, e olhe que a expectativa já era baixíssima como pudemos ver no escandaloso documento preparatório, o Instrumentum Laboris. Se os nossos pastores se calarem diante dessa terrível abominação, não exijam de nós leigos esse mesmo silêncio porque senão as “pedras falarão”!

Diante de todo esse mal que avança, muitos pedem de nós leigos uma obediência cega aos clérigos, ainda quando estes, infelizmente, erram de maneira gritante em matéria de Fé e Moral. Respeitemos e obedeçamos verdadeiramente ao clero, mas não silenciemos jamais diante do trabalho de demolição da Igreja que está a nossa frente. Não custa lembrar que obediência ao erro não é verdadeira obediência, mas servilismo.

A Igreja é constituída hierarquicamente,  sendo esta hierarquia instrumento importante e precioso de Deus para administrar a Igreja no Seu nome e com o Seu auxílio. Abusar dessa prerrogativa, que é ao mesmo tempo um serviço, seria uma infidelidade à sua verdadeira missão. Jesus Cristo é o único e verdadeiro Senhor da Santa Igreja Católica.

Que a Virgem de Fátima, cuja última aparição relembramos dessa data, proteja a Igreja de seu Filho.

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